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A Hungria entregou um daqueles marcos que entram para a estatística histórica do esporte. Marc Márquez venceu largando da pole, perdeu a ponta para Pedro Acosta no início e retomou na 15ª das 26 voltas, fechando a sua centésima vitória em Grandes Prêmios somando as três categorias. Para um piloto que passou anos brigando contra lesões, cada número redondo desses pesa mais do que parece.
O dia ainda rendeu marca dupla. No mesmo fim de semana, a Ducati cravou suas 100 vitórias na MotoGP, costurando o feito do piloto ao da fabricante. Acosta, da KTM, ficou em segundo, sem ritmo para acompanhar; Bagnaia completou o pódio com a outra Ducati oficial. Foi um domingo de controle, daqueles em que o vencedor administra a corrida mais do que a disputa.
O detalhe que mantém o campeonato vivo, no entanto, está na tabela — e contraria a sensação de domínio. Apesar do fim de semana redondo de Márquez, quem lidera é Marco Bezzecchi, com o espanhol a 72 pontos de distância e oito das 22 etapas cumpridas. A diferença é considerável, mas o calendário ainda tem mais de dois terços pela frente.
Daí a leitura: confortável não é o mesmo que resolvido. Com tantas corridas restantes e Márquez de volta ao formato que se conhece, tratar o título como definido seria precipitado. Nem a própria Ducati trata a disputa como encerrada — e quando a equipe que lidera evita cravar favoritismo, é porque sabe que a margem pode evaporar em três ou quatro domingos ruins.













