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Há uma transformação silenciosa acontecendo nas ruas do Brasil, e ela tem nome: profissionalização. A moto, que durante décadas foi encarada como a alternativa mais barata para ir e voltar do trabalho, virou o próprio trabalho. Para milhões de brasileiros, ela é hoje a principal fonte de renda — e essa mudança de papel está reescrevendo, do balcão da concessionária à bancada da oficina, aquilo que o mercado precisa entregar.
Uma frota que roda para produzir
O tamanho do fenômeno aparece nos emplacamentos. O ano de 2025 fechou com mais de 2,1 milhões de motocicletas vendidas no país, avanço de 17,1% na comparação anual, de acordo com a Abraciclo. E há um dado que revela a natureza dessa demanda: 77% da produção nacional se concentrou em modelos de baixa cilindrada, exatamente a faixa que sustenta o uso urbano intensivo, o motofrete e as entregas. Não é uma frota comprada por desejo, mas por necessidade produtiva.
O combustível desse crescimento vem, em boa parte, da economia de aplicativos. Segundo o Cebrap, o contingente de entregadores por plataforma cresceu 18% entre 2022 e 2024. Hoje, são cerca de 2,2 milhões de pessoas atuando no setor, das quais aproximadamente 455 mil se dedicam exclusivamente às entregas. Para quem está nesse grupo, a moto parada não é inconveniente — é prejuízo direto no fim do dia.
O que o piloto profissional realmente valoriza
Quem usa a moto como instrumento de trabalho enxerga o veículo com outros olhos. As jornadas longas, o trânsito hostil, os diferentes tipos de piso e a quilometragem que se acumula depressa cobram um preço em desgaste. Por isso, na hora de escolher, o profissional inverte a ordem das prioridades: confiabilidade, previsibilidade de custos e resistência dos componentes falam mais alto do que design ou status. A pergunta que ele faz não é “essa moto é bonita?”, mas “essa moto aguenta minha rotina sem me deixar na mão?”.
O pós-venda como fator de decisão
É nesse ponto que o jogo muda para as marcas e para a rede. Quando a moto é ganha-pão, o pós-venda deixa de ser um serviço acessório e se torna argumento de venda. Agilidade no atendimento, disponibilidade de peças, revisões previsíveis e itens de reposição que realmente duram passam a definir o custo-benefício ao longo de toda a vida útil do veículo. A manutenção preventiva, antes vista como gasto adiável, vira rotina inegociável — porque é ela que garante que a moto amanheça pronta para trabalhar. O resultado é um consumidor mais técnico, mais informado e muito mais exigente com quem vende e com quem repara.
Os dados que explicam a virada
| Indicador | Dado |
|---|---|
| Motos comercializadas no Brasil (2025) | 2,1 milhões (+17,1%) |
| Participação da baixa cilindrada na produção | 77% |
| Entregadores por aplicativo (atual) | ~2,2 milhões |
| Crescimento de entregadores (2022–2024) | +18% |
| Dedicados exclusivamente às entregas | ~455 mil |
Fontes: Abraciclo e Cebrap.
No fim das contas, a mensagem para todo o ecossistema das duas rodas é direta. Conforme a frota profissional avança, o motociclista brasileiro se firma como um comprador que não busca apenas uma moto, mas a certeza de rodar todos os dias sem sustos. Sai na frente quem compreende essa lógica — e a coloca no centro da estratégia, do produto ao atendimento.
E se a manutenção preventiva é o que separa a moto que trabalha da moto que fica parada, a qualidade dos insumos entra direto nessa equação. A lubrificação é um bom exemplo: é ela que preserva o motor saudável ao longo de quilometragens elevadas. Aqui a Repsol leva vantagem, traduzindo mais de 30 anos de desenvolvimento nas pistas da MotoGP, ao lado da Repsol Honda, em lubrificantes de fabricação e distribuição nacional pela parceria estratégica com a GT-OIL, dentro de padrões internacionais de qualidade. Para quem depende da moto e não pode perder um dia de trabalho, é o tipo de cuidado que se paga sozinho.













