Brasil | Lançamentos
A Haojue segue avançando no mercado brasileiro, e desta vez o fez com um trunfo de peso: resgatar um nome que muita gente guarda com carinho. A marca anunciou dois lançamentos, o scooter Burgman ADX 125 e a motocicleta NK 160, ampliando seu portfólio nacional para seis modelos e reforçando sua presença em dois dos segmentos de maior volume do país. Por trás do movimento, há uma relação que dá lastro à operação e explica a escolha dos nomes.
A parceria que sustenta a estratégia
Para entender o lançamento, é preciso entender quem é a Haojue. A marca é parceira histórica da Suzuki em uma joint venture, e não por acaso empresta a uma de suas novidades justamente o nome Burgman, consagrado pela fabricante japonesa. Representada no Brasil pelo Grupo J.Toledo desde 2017 — o mesmo grupo que, como já mostramos por aqui, vem numa expansão acelerada de rede com várias marcas —, a Haojue se posiciona como a porta de entrada de acesso mais popular dentro desse ecossistema. Recentemente, a marca ainda reforçou sua proposta ao estender a garantia de toda a linha para três anos, um aceno direto à construção de confiança que o consumidor brasileiro tanto valoriza.

Burgman: um reencontro depois de onze anos
O grande destaque emocional da apresentação é o retorno do nome Burgman ao Brasil. Ausente do mercado nacional por onze anos, o scooter foi um dos grandes responsáveis por popularizar esse segmento no país, conquistando espaço pelo conforto, pela praticidade e pela facilidade de pilotagem. Para muita gente, o Burgman foi o primeiro contato com a ideia de que scooter podia ser coisa séria.

Agora ele volta completamente renovado, na forma do Burgman ADX 125, com visual moderno e uma lista de equipamentos bem superior à do modelo que se despediu anos atrás. O pacote impressiona para a categoria: freio ABS Bosch na dianteira, controle de tração, chave presencial, painel TFT, iluminação full-LED, entrada USB, freio de estacionamento, pedaleiras retráteis “One Click” e bauleto de série. É tecnologia que, não faz muito tempo, era exclusividade de scooters bem mais caros.
| Haojue Burgman ADX 125 | Ficha técnica |
|---|---|
| Motor | Monocilíndrico, 124,9 cm³, refrigerado a ar |
| Potência | 9 cv a 7.500 rpm |
| Torque | 1,02 kgf.m a 5.000 rpm |
| Câmbio | Automático (CVT) |
| Velocidade máxima | 85 km/h |
| Peso | 125 kg (em ordem de marcha) |
| Altura do assento | 760 mm |
| Tanque | 6,5 litros |
| Equipamentos | ABS Bosch dianteiro, TCS, TFT, chave presencial, full-LED, USB, bauleto de série |
| Cores | Branca, cinza fosco e preta |
| Preço | R$ 16.950 (sem frete) |

NK 160: a evolução natural da trail urbana
A segunda novidade é a NK 160, que assume o posto da NK 150 na linha. A proposta continua a mesma — uma trail urbana acessível para o uso misto —, mas com evolução em desempenho, tecnologia e equipamentos. É o tipo de moto que dialoga diretamente com a realidade brasileira, capaz de encarar tanto o trânsito da cidade quanto os trechos de piso irregular tão comuns pelo país.

O motor cresceu para 162 cm³, entregando 14,3 cv e 1,48 kgf.m, com câmbio de cinco marchas. A ciclística reforça a vocação de terra leve, com rodas de 19 polegadas na frente e 17 atrás e generosos 244 mm de altura livre do solo. Entre os equipamentos, ABS de canal único com discos nas duas rodas, iluminação em LED, painel digital e entrada USB.
| Haojue NK 160 | Ficha técnica |
|---|---|
| Motor | Monocilíndrico, 162 cm³ |
| Potência | 14,3 cv a 8.000 rpm |
| Torque | 1,48 kgf.m a 6.500 rpm |
| Câmbio | Manual, 5 marchas |
| Velocidade máxima | 105 km/h |
| Rodas | 19″ (dianteira) e 17″ (traseira) |
| Altura livre do solo | 244 mm |
| Freios | Discos nas duas rodas, ABS de canal único |
| Tanque | 12,2 litros |
| Cores | Vermelha, preta e azul |
| Preço | R$ 19.510 (sem frete) |
Dois segmentos, uma mesma lógica
Olhando o conjunto, a jogada da Haojue é clara e inteligente. Ela ataca dois dos nichos mais movimentados do mercado nacional com propostas complementares: a Burgman ADX aposta na força de um nome tradicional e no apelo do scooter urbano moderno, enquanto a NK 160 mira o consumidor que quer uma moto de baixa cilindrada versátil, para conciliar cidade e estrada de terra. A Burgman chega às concessionárias na última semana de julho; a NK 160 já está disponível na rede.
O movimento se soma à leva de marcas asiáticas que vêm elevando o nível de equipamento nas faixas de entrada, num momento aquecido do mercado brasileiro. E, como sempre pontuamos por aqui, quem ganha com isso é o consumidor: mais tecnologia, mais opções e nomes conhecidos voltando à disputa. Resta a essas propostas, como a qualquer estreante ou renovação, provar seu valor ao longo do tempo, na rede e no pós-venda. Mas trazer de volta um Burgman recheado de tecnologia por esse posicionamento é, no mínimo, um reencontro que promete agradar a muita gente.













