A Tornado dos sonhos: minha XR300L nas mãos do mago das preparações, o Valmir Polaco.

Chegou a hora de apresentar a moto escolhida para o quadro Tô de M.O.T.O. Terra: uma Honda XR300L Tornado que vai trilhar comigo uma jornada de aprendizado e evolução no off-road. Fruto de uma parceria especial com a Mila Moto e preparada pela lendária Polaco Motos, ela é muito mais que uma moto — é uma declaração de amor à terra. Conheça cada detalhe dessa customização.

Especial | Tô de M.O.T.O. Terra

Todo motociclista guarda, em algum canto do peito, o sonho de uma moto que seja só dele. Não a moto que dá pra ter, mas a moto que se quer ter — aquela pensada peça por peça, ajustada ao seu jeito de pilotar, construída para os caminhos que você sonha em cruzar. Hoje eu tenho o privilégio e a alegria imensa de contar que esse sonho virou realidade. E ele tem nome, sobrenome e assinatura: uma Honda XR300L Tornado, preparada pelas mãos de Valmir Polaco, para rodar comigo no novo quadro do nosso canal, o Tô de M.O.T.O. Terra.

Por que a Tornado, e por que agora

O Tô de M.O.T.O. Terra nasce de um desejo antigo: mostrar, na prática e sem filtro, a jornada de quem se joga no off-road para aprender, errar, evoluir e se apaixonar. Não é um quadro sobre um piloto pronto exibindo manobras impossíveis — é sobre o caminho. Sobre cair e levantar, sobre a primeira subida vencida, sobre a lama que ensina. E para essa travessia, eu precisava de uma parceira à altura.

A escolha pela XR300L Tornado não foi por acaso. Ela é, talvez, a trail nacional mais brasileira que existe: robusta, confiável, emplacada, capaz de encarar a terra por conta própria e voltar pra casa sem drama. É a moto que traduz o espírito do nosso país — aquele mesmo país onde, como já mostramos aqui no portal, quase 88% da malha viária é de chão. A Tornado não é a mais potente nem a mais tecnológica das trails. Ela é a mais coerente com a realidade de quem pilota no Brasil de verdade. E era exatamente disso que o quadro precisava.

A parceria que tornou tudo possível: Mila Moto

Nenhum sonho desses se realiza sozinho, e faço questão de começar os agradecimentos por quem abriu a porteira. A Mila Moto, concessionária Honda de Jundiaí, Itupeva e Itatiba, é a nossa parceira oficial no quadro Tô de M.O.T.O. Terra, e foi ela quem disponibilizou a moto em uma condição absolutamente especial para dar vida a esse projeto.

Quem acompanha o portal sabe que eu não falo da Mila por obrigação — falo porque conheço o trabalho deles. É uma concessionária que construiu nome no atendimento, num pós-venda impecável e naquela experiência de test ride diferente do convencional, que faz o cliente sentir a moto de verdade antes de decidir. Ter a Mila como madrinha dessa Tornado é ter, desde a largada, a segurança de quem sabe que a base da moto está entregue nas melhores mãos Honda da região. A vocês da Mila, meu muito obrigado — esse quadro também é de vocês. Quem quiser conhecer o trabalho deles, é só visitar www.milamoto.com.br.

O mago das preparações: quem é Valmir Polaco

Agora, deixem-me falar do homem que vai transformar essa Tornado. Se você é do off-road nacional, não precisa de apresentações. Mas para quem está chegando agora, é preciso entender o tamanho do nome que assina essa moto.

Valmir “Polaco” trabalha há mais de vinte anos com motos nacionais, e se firmou como um dos preparadores mais respeitados do Brasil. A Polaco Motos, sua oficina, virou sinônimo de preparação de modelos como a Tornado, a XRE 300 e toda a linhagem das CRF — 230, 250F e agora as 300. Não estamos falando de quem apenas troca peças: estamos falando de quem desenvolve projetos completos, testados em banco de provas e em pista, ao longo de meses, até chegar ao ponto exato. Motos que já foram capa de publicações especializadas, que largam na frente nas pistas da categoria nacional e que, por tudo isso, se tornaram objeto de desejo de qualquer trilheiro que se preze.

O que faz uma moto do Polaco ser uma moto do Polaco não é só a lista de componentes — é o critério. É saber exatamente quanto uma Tornado aguenta, o que faz sentido para uso real na terra e o que é firula que compromete a durabilidade. É a experiência de quem já experimentou de tudo e sabe onde está o ponto ideal entre desempenho, resistência e confiabilidade. Quando o Polaco assina uma moto, ele assina um conhecimento acumulado em duas décadas de terra, lama e banco de provas. Por isso as motos dele são tão desejadas: comprar uma Polaco é comprar atalho para um acerto que levaria anos para se descobrir sozinho.

Fica o convite sincero para que o leitor conheça o trabalho do Polaco pelo site: https://polacopreparacoes.com.br/, pelo Instagram no perfil @polacomotos e no canal do YouTube.

Mais que um preparador: um apaixonado que conversa com as máquinas

Se eu parasse na ficha técnica, cometeria uma injustiça com o Valmir. Porque o que faz uma moto do Polaco ser especial não está só no dinamômetro — está no coração de quem a constrói. E eu tive o privilégio de conhecer esse coração de perto.

O Valmir não veio de berço nenhum ligado a moto. Filho de gente da construção civil e da confecção, ninguém na família mexia com duas rodas. A paixão nasceu de dentro, do jeito mais puro: uma criança que dormia dentro do primeiro carro do pai, que desmontava motor de Fusca ainda pequena, e que, ao ver o tio abrir o motor de uma moto no quintal, olhou aquelas peças e pensou “isso é coisa de relógio, de relojoeiro”. Ali nascia um dos maiores preparadores do Brasil — não de uma escola, mas de um encantamento.

E é essa relação quase espiritual com a máquina que ele carrega até hoje. “Eu converso com as motos na oficina, não dá risada não, gente”, ele me disse, sem nenhum receio de parecer estranho. Cada moto de competição, cada moto de viagem, tem o momento dele — ele e ela, sozinhos. “Ela me mostra tudo, ela fala tudo.” Quem entende de verdade de alguma coisa sabe que é exatamente assim que fala um mestre: com intimidade, com escuta, com amor pelo ofício.

Mas o que mais me tocou foi a história do dinamômetro. Em 2001, quando esse equipamento era artigo raríssimo e caríssimo no Brasil, o Valmir tomou uma decisão que resume quem ele é: vendeu um rim — sim, você leu certo — para comprar um banco de provas e poder aperfeiçoar seus projetos. Não foi para ostentar. Foi porque a obsessão pela perfeição falava mais alto que o conforto. Esse é o tamanho da entrega de quem assina a minha Tornado.

E há algo ainda mais raro nele, num mundo movido a dinheiro: a recusa em trair a própria essência. O Valmir me contou que já recebeu mais de dez propostas de investidores querendo transformar a Polaco numa grande montadora, injetar milhões, produzir em série. Ele recusou todas. “Se eu fizer isso, eu vou perder a essência do produto. Eu não vou conseguir mais atender meu cliente, não vou conseguir mais falar com ele.” Ele prefere continuar atendendo o próprio telefone, conversando no WhatsApp, perguntando a estatura e o jeito de pilotar de cada cliente antes de montar uma mesa ou um guidão, a virar um nome grande e distante. “Eu nunca ponho o dinheiro na frente do projeto. Eu faço só aquilo que o coração manda.”

Talvez por isso ele diga, com uma humildade que desarma, que “de roia só tem o apelido” e que ainda tem muito a aprender no off-road — ele, que foi múltiplas vezes campeão de motocross, que salta uma Africa Twin a três metros de altura, que tem mais de 20 mil horas de dinamômetro. É a humildade de quem, aos quase 50 anos, decidiu encarar um novo desafio na terra “porque a gente chega numa certa idade que, se não enfrentar novos desafios, perde a graça de viver”. Confesso que me identifiquei — é exatamente o espírito do Tô de M.O.T.O. Terra.

O Valmir Polaco é a prova viva de que o motociclismo, no fundo, nunca foi sobre máquinas. É sobre gente. Gente que ama o que faz a ponto de conversar com o que constrói, que respeita o cliente mais do que a própria margem de lucro, e que entende, como poucos, que entregar uma moto é entregar um pedaço de si. Ter uma moto assinada por esse homem não é ter um veículo caro. É carregar, embaixo de mim, três décadas de paixão, sacrifício e caráter. E isso, nenhum dinheiro compra.

E que ninguém se engane com a humildade dele de se chamar de “roia”: o Valmir não é só um mago da bancada, é um baita piloto. Manda muito bem no off-road, e isso é fruto de uma paixão vivida com intensidade rara. Foram múltiplos títulos de motocross ao longo dos anos, pilotando as próprias Tornados preparadas contra motos importadas nos campeonatos paulistas. Foi piloto oficial de fábrica da Yamaha, correndo de Lander e TTR no Arena Supermoto. Acumula sete edições da expedição Sertões, uma das provas mais duras do país, e hoje encara o campeonato Bites saltando sua Africa Twin a três metros de altura — uma moto gigante voando como se fosse uma CRF. Ou seja: quando o Valmir fala sobre o comportamento de uma moto, ele não fala de ouvido. Ele fala de quem já sentiu, no próprio corpo e no próprio guidão, cada grama de ajuste que aplica. É essa combinação — a mão do engenheiro somada ao traseiro do piloto — que torna as motos dele tão acertadas. Ele mesmo se define bem: não é mais um piloto competitivo, é um “piloto engenheiro”, que anda naquilo que projeta e projeta a partir do que sente.ma paixão vivida com intesidade.

Tudo o que a minha Tornado vai receber

E agora, a parte que faz meu coração de “quase trilheiro”(rsrsrs) bater mais forte. Deixem-me detalhar, item por item, tudo o que essa XR300L vai ganhar nas mãos da Polaco Motos — uma lista que transforma uma boa trail de fábrica numa ferramenta de off-road afiada e sob medida.

Motor, transmissão e proteção mecânica

  • Conjunto de escapamento Polaco, peça que respira melhor e dá a assinatura sonora da preparação
  • Kit suporte de motor em alumínio, reforçando a fixação para o uso pesado
  • Tampa do filtro de óleo
  • Protetor de cárter vermelho, blindando o coração da moto contra as pedras
  • Protetor da tampa do motor
  • Relação recalculada para a terra: pinhão de 13 dentes e coroa de 43 dentes, priorizando força e resposta no baixo, onde o off-road exige
  • Guia de corrente no padrão da Sahara
  • Esticador de corrente da roda em alumínio
  • Protetor da balança
  • Pedal de câmbio reforçado

Suspensão: o coração do off-road

  • Suspensões com aproximadamente 300 mm de curso, o item que talvez mais muda o caráter da moto, engolindo obstáculos que a suspensão original não venceria
  • Torre alta, acompanhando o novo curso e a geometria de trilha
  • Protetor de bengala e pontas de proteção do pé da bengala
  • Neoprene de proteção da suspensão, contra a lama e a abrasão

Ergonomia e pilotagem

  • Mesa superior com quatro opções de regulagem, permitindo ajustar a posição ao meu jeito de pilotar
  • Porcas da mesa e conjunto de fixação dedicados
  • Pedaleira articulada, que perdoa impactos e melhora o apoio em pé
  • Manetes retráteis, que dobram em vez de quebrar numa queda
  • Protetores de mão, indispensáveis na trilha fechada
  • Tampa do reservatório de freio

Rodagem e off-road de verdade

  • Pneus para uso off-road, trocando o compromisso de fábrica por garra na terra
  • Câmaras grossas, reduzindo o risco de furo no uso severo
  • Travas de pneu, para poder rodar com baixa pressão sem o pneu girar no aro
  • Fixação caprichada do flexível de freio e do cabo do ABS no suporte original, mantendo tudo organizado e protegido

A moto já está praticamente pronta na oficina — faltando os retoques finais de instalação dos pneus com as câmaras grossas e as travas. Ou seja: a fera está quase pronta para descer à terra.

O que essa moto representa para mim

Poderia encerrar na lista técnica, mas seria trair o motivo de eu estar escrevendo isso. Porque essa Tornado não é só um monte de peças bem escolhidas. Ela é a materialização de uma vida dedicada às duas rodas.

Ter uma moto assinada pelo Valmir Polaco — o mago das customizações de CRFs e Tornados — é uma daquelas realizações que a gente demora a acreditar que aconteceu. É saber que cada componente foi pensado por quem entende como ninguém do assunto, que cada regulagem foi feita com o conhecimento de mais de vinte anos de terra. É pilotar carregando a confiança de que estou em cima de um projeto sério, feito para durar e para render exatamente naquilo que ele se propõe: me ajudar a evoluir no off-road.

E é, acima de tudo, gratidão. Gratidão à Mila Moto, que abraçou a ideia e viabilizou a moto numa condição tão especial. Gratidão à Polaco Motos, por colocar em uma Tornado minha toda a expertise que fez o nome do Valmir virar lenda. Gratidão a vocês, que acompanham o Tô de M.O.T.O. TV e agora vão trilhar comigo, curva a curva, subida a subida, cada capítulo dessa jornada na terra.

O que vem por aí

A partir de agora, essa XR300L Tornado passa a ser a personagem principal do Tô de M.O.T.O. Terra. Ela vai me acompanhar nos aprendizados, nos perrengues, nas conquistas e nas paisagens que só o off-road oferece. Vamos mostrar a moto em ação, testar cada uma dessas preparações no terreno real e dividir com vocês, sem maquiagem, o que é evoluir como trilheiro montado numa máquina preparada por um dos melhores do Brasil.

A terra está chamando. E, pela primeira vez, eu tenho a moto perfeita para responder. Nos vemos no barro — o Tô de M.O.T.O. Terra começou.

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