VOGE abre a primeira concessionária em Curitiba e revela os preços oficiais: linha vai de R$ 33.880 a R$ 73.880.

A VOGE inaugurou sua primeira concessionária oficial no Brasil, em Curitiba (PR), e confirmou os preços de lançamento dos quatro modelos que abrem sua operação. A linha começa na scooter SR3, por R$ 33.880, e vai até a big trail DS900X, por R$ 73.880, todas com cinco anos de garantia e produção em Manaus.

Brasil | Mercado Nacional

A VOGE deu o passo que faltava para tirar sua estreia do papel: a marca premium chinesa, do Grupo Loncin, abriu sua primeira concessionária oficial no país e, com ela, revelou os preços definitivos de sua linha inicial. É o fechamento de um ciclo que viemos acompanhando de perto por aqui — da chegada da marca e da montagem em Manaus à inauguração do centro de treinamento e estoque de peças. Agora, enfim, a operação ganha rosto e etiqueta.

A primeira loja, em Curitiba

A concessionária VOGE Curitiba inaugura a rede oficial da fabricante no Brasil. Administrada pelo Grupo Remotors, fica na Rua Gen. Mário Tourinho, 767, um dos principais corredores automotivos da capital paranaense. O espaço segue o conceito internacional “Quatro S” — Sales, Service, Satisfaction e Spare Parts (vendas, assistência, satisfação e peças) —, com showroom, oficina especializada, estoque de peças e a possibilidade de agendar test ride nos modelos. Segundo Alexandre Zornig, responsável pela operação, a confiança na marca se apoia na tradição do Grupo Loncin, mundialmente conhecido pela fabricação de motores.

Cinco anos de garantia como bandeira

O ponto que a marca faz questão de reforçar é a garantia de cinco anos para toda a linha nacional — um dos prazos mais longos do mercado e a principal ferramenta da VOGE para vencer a desconfiança natural com uma estreante. Como já pontuamos ao acompanhar a trajetória da marca, essa aposta em pós-venda, estoque de peças e rede treinada é exatamente a “lição de casa” que separa uma chegada sólida de uma passagem breve. A loja de Curitiba é a materialização física dessa estratégia.

Os preços oficiais

A VOGE estreia com duas aventureiras e dois scooters. Vale um registro de transparência: em relação às faixas de preço preliminares que circularam na fase de anúncio, os valores oficiais agora confirmados trouxeram ajustes, e algumas cilindradas foram detalhadas com mais precisão. Seguem os números definitivos de lançamento.

ModeloTipoMotorPotênciaPreço de lançamento
VOGE SR3Scooter (entrada)Mono 244 cm³25,5 cvR$ 33.880
VOGE DS525XBig trailBi 494 cm³47,6 cvR$ 43.580
VOGE SR4 MaxScooter premiumMono 349,8 cm³34 cvR$ 51.880
VOGE DS900XBig trail (topo)Bi 895 cm³95 cvR$ 73.880

Preços especiais de lançamento, por tempo limitado.

DS900X: a vitrine tecnológica

A topo de linha é a DS900X, aventureira equipada com o bicilíndrico de 895 cm³ que entrega 95 cv e 9,69 kgf.m. O nível de equipamento impressiona para o valor: suspensão KYB ajustável, rodas raiadas sem câmara, radar traseiro com alerta de colisão e câmera frontal Full HD, entre outros itens. É a moto que sintetiza a proposta da marca de levar tecnologia de ponta ao segmento.

DS525X: a aventureira de volume

Um degrau abaixo, a DS525X aposta num bicilíndrico de 494 cm³ com 47,6 cv, mirando o coração do mercado adventure de média cilindrada. Traz painel TFT com navegação, suspensão KYB, freios Nissin com ABS Bosch, rodas raiadas, protetores de motor, para-brisa regulável e câmera frontal. É, provavelmente, a que tem maior potencial de volume da linha.

SR4 Max e SR3: a aposta nos scooters premium

No universo dos scooters, a SR4 Max usa um monocilíndrico de 349,8 cm³ com 34 cv, focada em conforto para cidade e viagem, com controle de tração, radar traseiro, para-brisa elétrico e amplo espaço sob o banco. Já a SR3, de entrada, traz motor de 244 cm³ com 25,5 cv e, mesmo sendo a mais acessível, não economiza em equipamento: painel TFT de sete polegadas, controle de tração, ABS, câmera frontal HD, para-brisa regulável e freio de estacionamento.

Uma estreia que agora precisa rodar

Com loja aberta, preços na mesa e produção nacional em andamento, a VOGE cumpriu todas as etapas visíveis de uma estreia bem estruturada: montou a retaguarda antes da vitrine, apostou numa garantia longa e ancorou o discurso na credibilidade industrial da Loncin. O que vem agora é a parte que nenhuma inauguração entrega — a prova do tempo. Caberá à marca expandir a rede para além de Curitiba, sustentar o estoque de peças e honrar os cinco anos de garantia que prometeu. Se conseguir, terá dado à concorrência um belo exemplo de como se chega para ficar. Por ora, o motociclista brasileiro ganha mais opções e mais tecnologia — e isso, como sempre, é uma boa notícia. O veredito final, o de sempre, fica com a estrada.

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