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A VOGE deu o passo que faltava para tirar sua estreia do papel: a marca premium chinesa, do Grupo Loncin, abriu sua primeira concessionária oficial no país e, com ela, revelou os preços definitivos de sua linha inicial. É o fechamento de um ciclo que viemos acompanhando de perto por aqui — da chegada da marca e da montagem em Manaus à inauguração do centro de treinamento e estoque de peças. Agora, enfim, a operação ganha rosto e etiqueta.

A primeira loja, em Curitiba
A concessionária VOGE Curitiba inaugura a rede oficial da fabricante no Brasil. Administrada pelo Grupo Remotors, fica na Rua Gen. Mário Tourinho, 767, um dos principais corredores automotivos da capital paranaense. O espaço segue o conceito internacional “Quatro S” — Sales, Service, Satisfaction e Spare Parts (vendas, assistência, satisfação e peças) —, com showroom, oficina especializada, estoque de peças e a possibilidade de agendar test ride nos modelos. Segundo Alexandre Zornig, responsável pela operação, a confiança na marca se apoia na tradição do Grupo Loncin, mundialmente conhecido pela fabricação de motores.

Cinco anos de garantia como bandeira
O ponto que a marca faz questão de reforçar é a garantia de cinco anos para toda a linha nacional — um dos prazos mais longos do mercado e a principal ferramenta da VOGE para vencer a desconfiança natural com uma estreante. Como já pontuamos ao acompanhar a trajetória da marca, essa aposta em pós-venda, estoque de peças e rede treinada é exatamente a “lição de casa” que separa uma chegada sólida de uma passagem breve. A loja de Curitiba é a materialização física dessa estratégia.
Os preços oficiais
A VOGE estreia com duas aventureiras e dois scooters. Vale um registro de transparência: em relação às faixas de preço preliminares que circularam na fase de anúncio, os valores oficiais agora confirmados trouxeram ajustes, e algumas cilindradas foram detalhadas com mais precisão. Seguem os números definitivos de lançamento.
| Modelo | Tipo | Motor | Potência | Preço de lançamento |
|---|---|---|---|---|
| VOGE SR3 | Scooter (entrada) | Mono 244 cm³ | 25,5 cv | R$ 33.880 |
| VOGE DS525X | Big trail | Bi 494 cm³ | 47,6 cv | R$ 43.580 |
| VOGE SR4 Max | Scooter premium | Mono 349,8 cm³ | 34 cv | R$ 51.880 |
| VOGE DS900X | Big trail (topo) | Bi 895 cm³ | 95 cv | R$ 73.880 |
Preços especiais de lançamento, por tempo limitado.

DS900X: a vitrine tecnológica
A topo de linha é a DS900X, aventureira equipada com o bicilíndrico de 895 cm³ que entrega 95 cv e 9,69 kgf.m. O nível de equipamento impressiona para o valor: suspensão KYB ajustável, rodas raiadas sem câmara, radar traseiro com alerta de colisão e câmera frontal Full HD, entre outros itens. É a moto que sintetiza a proposta da marca de levar tecnologia de ponta ao segmento.

DS525X: a aventureira de volume
Um degrau abaixo, a DS525X aposta num bicilíndrico de 494 cm³ com 47,6 cv, mirando o coração do mercado adventure de média cilindrada. Traz painel TFT com navegação, suspensão KYB, freios Nissin com ABS Bosch, rodas raiadas, protetores de motor, para-brisa regulável e câmera frontal. É, provavelmente, a que tem maior potencial de volume da linha.

SR4 Max e SR3: a aposta nos scooters premium
No universo dos scooters, a SR4 Max usa um monocilíndrico de 349,8 cm³ com 34 cv, focada em conforto para cidade e viagem, com controle de tração, radar traseiro, para-brisa elétrico e amplo espaço sob o banco. Já a SR3, de entrada, traz motor de 244 cm³ com 25,5 cv e, mesmo sendo a mais acessível, não economiza em equipamento: painel TFT de sete polegadas, controle de tração, ABS, câmera frontal HD, para-brisa regulável e freio de estacionamento.
Uma estreia que agora precisa rodar
Com loja aberta, preços na mesa e produção nacional em andamento, a VOGE cumpriu todas as etapas visíveis de uma estreia bem estruturada: montou a retaguarda antes da vitrine, apostou numa garantia longa e ancorou o discurso na credibilidade industrial da Loncin. O que vem agora é a parte que nenhuma inauguração entrega — a prova do tempo. Caberá à marca expandir a rede para além de Curitiba, sustentar o estoque de peças e honrar os cinco anos de garantia que prometeu. Se conseguir, terá dado à concorrência um belo exemplo de como se chega para ficar. Por ora, o motociclista brasileiro ganha mais opções e mais tecnologia — e isso, como sempre, é uma boa notícia. O veredito final, o de sempre, fica com a estrada.













