Brasil | Mercado Nacional
Durante muito tempo, a disputa entre as fabricantes de motos se resumia, quase por completo, à ficha técnica: potência, preço, equipamentos. Esse tempo mudou. Num mercado mais concorrido do que nunca e com a moto cada vez mais presente na rotina e no trabalho do brasileiro, um novo campo de batalha ganhou peso — o da experiência do cliente. E é justamente nesse terreno que a Suzuki acaba de marcar um ponto importante. A fabricante, representada no Brasil pela J.Toledo, conquistou o selo “O Cliente Recomenda 2026”, certificação que reconhece as marcas capazes de gerar recomendação espontânea entre seus próprios consumidores.

Uma avaliação sem margem para dúvida
O que dá relevância à conquista é o rigor do processo. O reconhecimento é promovido pela empresa SoluCX, dentro da iniciativa Experience Awards, e mede a reputação das companhias com base no indicador Net Promoter Score (NPS). Para se certificar, a Suzuki precisou acumular ao menos 400 avaliações válidas ao longo de 12 meses e superar a média ponderada da categoria Mobilidade – Motocicletas, algo que conseguiu pela primeira vez desde a criação do prêmio. A metodologia empregada, chamada NPS double blinded, garante isenção total: nem a fabricante tem controle sobre os dados, nem o consumidor sabe qual empresa está avaliando até o fim do processo. Ao todo, a 6ª edição do Experience Awards reuniu mais de 140 mil avaliações independentes, auditando 224 marcas de 13 setores da economia.
Para Fernanda Toledo, diretora executiva da marca no país, o selo representa mais do que um troféu — é a confirmação de que a estratégia de oferecer produtos de qualidade, uma rede preparada e um atendimento próximo em todas as etapas está no caminho certo.
Uma marca que joga pela experiência
O resultado conversa com o posicionamento da Suzuki no Brasil. Presente no país pela J.Toledo desde 1992 e com fábrica no Polo Industrial de Manaus, a marca nunca disputou o topo do ranking pelo volume das ruas, como fazem as líderes de baixa cilindrada. Sua força está em um portfólio de forte identidade — de ícones como a superesportiva Hayabusa e a linha big trail V-Strom até os recentes lançamentos nos segmentos crossover e street —, sustentado por uma rede de mais de 140 concessionárias. Para uma fabricante com esse perfil, a lealdade e a recomendação dos clientes valem tanto quanto qualquer número de emplacamento.
E aqui está o ponto que interessa a todo o mercado. Com a chegada de tantas marcas novas nos últimos anos e a moto assumindo um papel central na vida e no trabalho do brasileiro, a qualidade do relacionamento e do pós-venda deixou de ser detalhe para se tornar diferencial competitivo. Rapidez no atendimento, disponibilidade de peças e um cliente que sai satisfeito e recomenda a marca são, hoje, ativos tão valiosos quanto um bom motor. O selo conquistado pela Suzuki é, no fundo, um retrato dessa nova lógica: no mercado maduro que o Brasil construiu, quem cuida bem de quem compra sai na frente.












