Honda arma sua campeã: CB300F Twister 2027 ganha garfo invertido, controle de tração e versão S.

A Honda renovou a CB300F Twister para 2027 sem tocar na consagrada mecânica, mas recheando a naked mais vendida do país de tecnologia antes restrita a motos maiores: controle de tração HSTC, suspensão dianteira invertida Showa e ABS de série nas duas versões. A linha ganha ainda a esportiva Twister S. Preços vão de R$ 26.880 a R$ 27.680.

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Existe uma lógica simples por trás da nova CB300F Twister 2027, e a Honda a executou com precisão: não se mexe no que funciona, mas se ataca o que começa a mostrar idade. Líder absoluta de sua categoria, a Twister vinha convivendo com rivais cada vez mais equipadas — e a resposta da marca não foi reinventá-la, e sim armá-la. Apresentada durante o Festival Interlagos, a linha 2027 preserva motor e chassi, mas incorpora um pacote de tecnologia que, até pouco tempo atrás, era exclusividade de motos maiores e mais caras. É a democratização da tecnologia chegando à naked de entrada.

Design: o garfo dourado muda tudo

A mudança visual mais marcante nem precisa de segundo olhar. A nova suspensão dianteira invertida Showa SFF-BP, com seus tubos externos dourados, transforma a presença da Twister, dando-lhe a aparência de uma naked de maior cilindrada. As carenagens laterais do tanque ficaram mais agressivas, com novas entradas de ar, e o para-lama dianteiro também é inédito. A linha ganha ainda uma configuração de topo, a Twister S, que aposta em grafismos exclusivos, frisos vermelhos nas rodas, mola traseira vermelha e uma capa que dá ao conjunto o visual monoposto — sem, no entanto, abrir mão da praticidade, já que o banco convencional do garupa acompanha a moto para quem quiser voltar a levar passageiro.

Ergonomia e conforto: a receita acessível preservada

A Twister mantém as qualidades que a fizeram líder. Com assento a 789 mm do solo e apenas 142 kg de peso seco, é uma naked leve e acessível, fácil de conduzir tanto para quem está começando quanto para o piloto experiente que busca agilidade urbana. O tanque de 14,1 litros, generoso para o porte, garante boa autonomia e reforça a vocação de moto para o dia a dia com escapadas ocasionais à estrada.

Motor e desempenho: a base conhecida, intacta

Sob o tanque, tudo segue como se conhece — e isso é proposital. O propulsor continua sendo o monocilíndrico FlexOne de 293,5 cm³, quatro válvulas e arrefecimento a ar, que entrega 24,7 cv com etanol (24,5 cv na gasolina) e 2,67 kgf.m de torque, associado ao câmbio de seis marchas com embreagem assistida e deslizante. É uma configuração madura, de entrega suave e confiável, calibrada para o uso urbano e para a durabilidade que sempre foi marca registrada da Twister.

Ciclística, suspensão e freios

Aqui está o coração da renovação. O consagrado chassi tubular de aço tipo Diamond foi preservado, mas recebeu a nova suspensão dianteira invertida Showa SFF-BP, com tubos de 38 mm e 130 mm de curso, que promete mais rigidez estrutural, estabilidade e precisão nas curvas. Atrás, permanece o sistema monoamortecido de 120 mm. Os pneus agora são Pirelli Diablo Rosso III, nas medidas 110/70-17 e 150/60-17, calçando rodas com freios a disco de 276 mm na dianteira e 220 mm na traseira. E a mudança mais relevante do ponto de vista de segurança: o ABS deixa de ser opcional e passa a ser de série nas duas versões, aposentando a antiga configuração CBS do catálogo.

Tecnologia e eletrônica: o grande salto

É no pacote eletrônico que a Twister 2027 dá seu passo mais importante. A estrela é o HSTC, o controle de tração da Honda, que monitora a roda traseira e atua ao identificar perda de aderência na aceleração — recurso valioso em piso molhado ou escorregadio e, até então, impensável nessa faixa de preço. Somam-se a ele o sistema antifurto HISS, com chave codificada eletronicamente, e o ESS, que aciona automaticamente o pisca-alerta em frenagens bruscas. Os indicadores dianteiros agora funcionam também como luzes de posição, e a moto herdou da XR300 Sahara os novos comandos elétricos, com tecla de pisca-alerta no punho esquerdo. Até o painel LCD blackout evoluiu, adotando a tecnologia Optical Bonding, que reduz reflexos do sol e melhora a leitura. A entrada USB-C foi mantida.

ABS ou S: qual escolher?

A diferença entre as duas versões é de acabamento e apresentação, não de mecânica ou de itens de segurança — ambas trazem o mesmo motor, o mesmo garfo invertido, o mesmo HSTC e o mesmo ABS. A CB300F Twister ABS (R$ 26.880) é a opção de entrada, completa em tecnologia. A Twister S (R$ 27.680) agrega o visual esportivo monoposto, os grafismos exclusivos e os detalhes em vermelho, para quem busca uma pegada mais radical na aparência. A escolha, aqui, é de estilo.

Ficha técnica — Honda CB300F Twister 2027

ItemEspecificação
MotorMonocilíndrico FlexOne, 293,5 cm³, 4V, arrefecido a ar
Potência24,7 cv (etanol) / 24,5 cv (gasolina) a 7.500 rpm
Torque2,67 kgf.m (etanol) / 2,61 kgf.m (gasolina)
Câmbio6 marchas, embreagem assistida e deslizante
Controle de traçãoHSTC (novo)
ChassiDiamond, tubular de aço
Suspensão dianteiraInvertida Showa SFF-BP, 38 mm, 130 mm de curso (nova)
Suspensão traseiraMonoamortecida, 120 mm de curso
FreiosDisco 276 mm / 220 mm, ABS de série (nas duas versões)
PneusPirelli Diablo Rosso III — 110/70-17 / 150/60-17
PainelLCD blackout com Optical Bonding
Segurança extraHISS (antifurto) e ESS (sinalização de emergência)
IluminaçãoFull-LED com luzes de posição
Tanque14,1 litros
Altura do assento789 mm
Peso seco142 kg
PreçosR$ 26.880 (ABS) / R$ 27.680 (S)

Ficha de compra — o veredito

Pontos fortes

  • Controle de tração HSTC e ABS de série, raros e valiosos na categoria
  • Nova suspensão invertida Showa: mais estabilidade, precisão e visual de moto grande
  • Pacote de segurança completo com HISS e ESS
  • Mecânica consagrada e confiável, mantida intacta
  • Leveza e ergonomia acessíveis, ideais para uso urbano

Pontos de atenção

  • O motor não evoluiu em potência nesta atualização
  • A diferença entre as versões ABS e S é apenas estética
  • Concorrência mais recente pressiona em desempenho bruto

Para quem é a ABS: o motociclista que quer a naked de entrada mais completa em segurança e tecnologia, para uso urbano e trajetos mistos, sem pagar pelo pacote visual esportivo.

Para quem é a S: quem busca o mesmo conteúdo técnico, mas valoriza o visual monoposto, os grafismos exclusivos e a pegada mais radical na aparência.

Nota de segurança M.O.T.O.: a chegada do ABS de série nas duas versões e do controle de tração HSTC representa um avanço concreto de segurança ativa em uma moto de grande volume de vendas — exatamente o tipo de democratização de tecnologia que salva vidas no trânsito. Ainda assim, nenhuma eletrônica substitui a pilotagem consciente e o EPI completo (capacete de boa procedência, jaqueta e calça com proteções, luvas e botas). Numa naked ágil e acessível, muito usada por quem está começando, o equipamento certo e a boa técnica são tão importantes quanto os avanços da ficha técnica.

Para quem quer conhecer a nova Twister 2027 de perto, comparar as versões ABS e S e sentir a diferença que a suspensão invertida trouxe ao comportamento, vale a visita à Mila Moto (www.milamoto.com.br), concessionária Honda com unidades em Jundiaí, Itupeva e Itatiba, no interior de São Paulo. Além do test drive bem conduzido, o atendimento próximo e o pós-venda cuidadoso fazem diferença — especialmente para o público que está adquirindo sua primeira naked.

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