Márquez chega às 100 vitórias, mas o título segue em disputa.

Marc Márquez venceu na Hungria e chegou à centésima vitória em Grandes Prêmios — no mesmo dia em que a Ducati cravou as suas 100 na MotoGP. Ainda assim, quem lidera o campeonato é Bezzecchi, e a briga pelo título continua aberta.

Brasil | Esporte

A Hungria entregou um daqueles marcos que entram para a estatística histórica do esporte. Marc Márquez venceu largando da pole, perdeu a ponta para Pedro Acosta no início e retomou na 15ª das 26 voltas, fechando a sua centésima vitória em Grandes Prêmios somando as três categorias. Para um piloto que passou anos brigando contra lesões, cada número redondo desses pesa mais do que parece.

O dia ainda rendeu marca dupla. No mesmo fim de semana, a Ducati cravou suas 100 vitórias na MotoGP, costurando o feito do piloto ao da fabricante. Acosta, da KTM, ficou em segundo, sem ritmo para acompanhar; Bagnaia completou o pódio com a outra Ducati oficial. Foi um domingo de controle, daqueles em que o vencedor administra a corrida mais do que a disputa.

O detalhe que mantém o campeonato vivo, no entanto, está na tabela — e contraria a sensação de domínio. Apesar do fim de semana redondo de Márquez, quem lidera é Marco Bezzecchi, com o espanhol a 72 pontos de distância e oito das 22 etapas cumpridas. A diferença é considerável, mas o calendário ainda tem mais de dois terços pela frente.

Daí a leitura: confortável não é o mesmo que resolvido. Com tantas corridas restantes e Márquez de volta ao formato que se conhece, tratar o título como definido seria precipitado. Nem a própria Ducati trata a disputa como encerrada — e quando a equipe que lidera evita cravar favoritismo, é porque sabe que a margem pode evaporar em três ou quatro domingos ruins.

Veja também

De volta às origens: BMW pode ressuscitar a F 650 GS para brigar com a Ténéré 700.

Imagens de um protótipo em teste indicam que a BMW desenvolve uma nova aventureira média, com motor de dois cilindros e forte vocação off-road, para ocupar a lacuna entre a F 450 GS e as F 800/F 900 GS. A marca estuda reviver o histórico nome F 650 GS — ou algo como F 700 GS — para encarar Ténéré 700, Tuareg 660 e DesertX. A chegada, porém, não deve ocorrer antes de 2028.

A alma antes da potência: patente revela como a Ducati quer construir sua elétrica de alta performance.

Uma nova patente mostra que a Ducati desenvolve, de forma discreta, uma futura elétrica de alto desempenho — mas o foco não é potência, e sim compactar o conjunto motriz para preservar as proporções e o comportamento típicos da marca. Somada à experiência na MotoE e aos avanços em baterias, a estratégia revela o verdadeiro desafio de Borgo Panigale: fazer uma elétrica que ainda seja uma Ducati.

VOGE 300 Rally: a “trail raiz” que a chinesa quer usar para incomodar as japonesas.

No Festival Interlagos, a VOGE fez o pré-lançamento da 300 Rally, uma trail de 292 cm³ de vocação genuinamente off-road — 240 mm de curso de suspensão, 280 mm de vão livre e apenas 152 kg. Com chegada oficial em 2027 e a filosofia do “menos é mais”, ela mira o espaço deixado pelas aventureiras que só parecem aventureiras. Preço ainda não foi revelado.

De volta às origens: BMW pode ressuscitar a F 650 GS para brigar com a Ténéré 700.

Imagens de um protótipo em teste indicam que a BMW desenvolve uma nova aventureira média, com motor de dois cilindros e forte vocação off-road, para ocupar a lacuna entre a F 450 GS e as F 800/F 900 GS. A marca estuda reviver o histórico nome F 650 GS — ou algo como F 700 GS — para encarar Ténéré 700, Tuareg 660 e DesertX. A chegada, porém, não deve ocorrer antes de 2028.

A alma antes da potência: patente revela como a Ducati quer construir sua elétrica de alta performance.

Uma nova patente mostra que a Ducati desenvolve, de forma discreta, uma futura elétrica de alto desempenho — mas o foco não é potência, e sim compactar o conjunto motriz para preservar as proporções e o comportamento típicos da marca. Somada à experiência na MotoE e aos avanços em baterias, a estratégia revela o verdadeiro desafio de Borgo Panigale: fazer uma elétrica que ainda seja uma Ducati.

VOGE 300 Rally: a “trail raiz” que a chinesa quer usar para incomodar as japonesas.

No Festival Interlagos, a VOGE fez o pré-lançamento da 300 Rally, uma trail de 292 cm³ de vocação genuinamente off-road — 240 mm de curso de suspensão, 280 mm de vão livre e apenas 152 kg. Com chegada oficial em 2027 e a filosofia do “menos é mais”, ela mira o espaço deixado pelas aventureiras que só parecem aventureiras. Preço ainda não foi revelado.