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Há datas que valem mais como símbolo do que como número redondo, e 25 de junho é uma delas para a Bajaj. A fabricante indiana celebra dois anos de operação de sua unidade industrial em Manaus, a primeira fábrica da marca fora da Índia, e o marco vem acompanhado de um resultado expressivo: 60.357 motocicletas já saíram das linhas de montagem desde a inauguração, em 2024. É o tipo de número que confirma uma aposta industrial de peso — e que, olhando o calendário recente da marca, está longe de ser o teto.

Uma fábrica que dobrou de tamanho em pleno funcionamento
A trajetória da planta amazonense é, em si, uma lição de expansão acelerada. Inaugurada com capacidade para 20 mil motocicletas por ano, a unidade recebeu em 2025 um investimento adicional de US$ 10 milhões que elevou o potencial produtivo para 48 mil unidades anuais — mais que o dobro da capacidade original, em pouco mais de um ano de operação. Hoje, mais de 250 profissionais, entre diretos e indiretos, tocam um processo que vai da preparação de kits à montagem de motores, passando por instalação de componentes, inspeção de qualidade, embalagem e expedição, no sistema CKD, em que os veículos chegam desmontados da Índia para ganhar forma final em solo brasileiro.

O que sai da linha de montagem
Hoje a fábrica produz toda a linha comercializada pela marca no país: Dominar 400, Dominar NS400Z, Dominar 250, Dominar NS200, Dominar NS160 e Pulsar N150. E os números por modelo contam a própria história de preferência do motociclista brasileiro.
| Modelo | Unidades produzidas |
|---|---|
| Dominar 400 (família) | 25.152 |
| Dominar NS160 | 10.317 |
| Pulsar N150 | 9.143 |
| Dominar NS200 | 8.605 |
| Dominar 250 | 7.140 |
A liderança folgada da família Dominar 400 não chega a surpreender quem acompanha a marca: é o modelo que praticamente construiu a reputação da Bajaj no Brasil, equilibrando conforto de estrada, equipamento de série e motor de fôlego — características que já detalhamos por aqui num comparativo mais amplo da linha.
Um momento de maturidade comercial
O avanço fabril não caminha sozinho, e os números de venda comprovam. Em pouco mais de três anos de atuação no país, a Bajaj já superou 61 mil motocicletas emplacadas, sustentadas pela expansão constante da rede — hoje em 74 endereços por todas as regiões do Brasil, incluindo os 20 pontos recém-completados só no Nordeste — e pelo fortalecimento do pós-venda. Em abril de 2026, a marca alcançou um feito simbólico ao entrar, pela primeira vez, no grupo das cinco fabricantes de motocicletas mais vendidas do país. Para Waldyr Ferreira, Managing Director da Bajaj do Brasil, os números demonstram que a operação nacional construiu uma trajetória sólida e sustentável.
O capítulo que ainda está por vir
Se os últimos dois anos já impressionam, o próximo ciclo promete elevar ainda mais o peso da fábrica de Manaus. A Bajaj assumiu recentemente a operação comercial e industrial da KTM no Brasil, com fábrica dedicada também instalada na capital amazonense, e a estreia da 390 Adventure está prevista para o terceiro trimestre de 2026. Some-se a isso a reformulação técnica que a KTM vem promovendo globalmente, com a contratação de Christof Lischka, ex-BMW Motorrad, para reforçar padrões de qualidade e desenvolvimento — parte de uma engrenagem maior que conecta a fábrica brasileira a um planejamento internacional muito mais amplo.
Vista isoladamente, a marca de 60 mil motos é uma comemoração merecida de aniversário industrial. Vista no conjunto da obra, é apenas a fundação sobre a qual a Bajaj constrói uma operação que já não se limita à sua própria marca, e que deve seguir crescendo em capacidade, portfólio e relevância nos próximos anos. Para o motociclista brasileiro, o recado é direto: quanto mais sólida a base fabril, maior a capilaridade de peças, assistência e produtos — e é exatamente esse tripé que costuma decidir a confiança de quem compra.













