118 mil pessoas, 94 países e uma pista lotada: assim foi o fim de semana em que a Ducati celebrou seu centenário.

A World Ducati Week 2026 fechou com números impressionantes em Misano, na Itália: mais de 118 mil visitantes de 94 países, ao longo de três dias de festa para marcar os 100 anos da marca. Desfile, mostra histórica, show de acrobacias, lendas do passado e uma corrida entre pilotos atuais fecharam a comemoração mais importante da história recente da Ducati.

Internacional | Eventos

Há eventos que são festa, e há eventos que são celebração de uma vida inteira. O fim de semana passado, no Autódromo Internacional Marco Simoncelli, em Misano, foi as duas coisas ao mesmo tempo. A Ducati reuniu sua comunidade global de fãs — os chamados Ducatisti — para a World Ducati Week 2026, e desta vez o motivo ia muito além do encontro anual: a marca de Borgo Panigale completou cem anos, e fez questão de comemorar em grande estilo.

Números que impressionam

Ao encerrar o evento, a própria Ducati divulgou os números consolidados dos três dias de festa: 118.036 visitantes, vindos de 94 países diferentes, representando 275 clubes oficiais da marca espalhados pelo mundo. São números que confirmam o que muita gente já suspeitava — a Ducati não tem apenas motos admiradas, tem uma comunidade genuinamente global e apaixonada, dessas que atravessam continentes para estar presente numa data redonda.

Um século em exposição

Boa parte da programação foi dedicada a olhar para trás. Donos de Ducatis fabricadas até o ano 2000 puderam inscrever suas motos no Ducati Heritage Contest, mostra competitiva que julgou os modelos por autenticidade, estado de conservação e relevância histórica — uma verdadeira aula viva sobre a evolução da marca ao longo das décadas. Levou o primeiro lugar uma 996 SPS Factory Replica de 1999, um símbolo daquela fase em que a Ducati já despontava como força nas pistas de Superbike. Ao lado da mostra histórica, ficaram expostas as Collezione 100, a linha limitada de edições especiais criada especialmente para marcar o centenário — o contraponto perfeito entre o passado que construiu a lenda e o presente que a mantém viva.

O programa ainda reservou espaço para o espetáculo puro. Como a Ducati hoje também tem presença forte no motocross, apresentações de freestyle ficaram por conta de acrobacias aéreas em motos de terra, com saltos e manobras que arrancaram aplausos da plateia — um lembrete de que a marca italiana não vive só de asfalto.

As lendas voltaram à pista

Sábado foi o dia dedicado à memória viva do esporte. Pilotos lendários do passado da marca, como Troy Bayliss e Carl Fogarty, se juntaram aos atuais representantes da Ducati no MotoGP e no Mundial de Superbike para uma volta de honra no traçado de Misano — um desfile de gerações que, sozinho, já valia a viagem para muitos dos presentes. Ao todo, 23 pilotos em atividade e 14 aposentados participaram das atividades do fim de semana, somando 37 títulos mundiais entre todos eles.

O nome mais celebrado do desfile, porém, tinha um significado especial. Casey Stoner foi o piloto que deu à Ducati seu primeiro título de MotoGP, em 2007, numa época em que a Desmosedici era mais conhecida por acabar com a carreira de pilotos do que por vencer campeonatos. O que poucos lembram é que, depois daquele título pioneiro, a marca levaria 15 longos anos até voltar a comemorar um campeão — um jejum que só terminaria em 2022, com Francesco Bagnaia, justamente o piloto cuja saída da Ducati ao fim de 2026 nós noticiamos recentemente por aqui. Rever Stoner celebrado em Misano, décadas depois daquele feito solitário, foi um dos momentos mais emocionantes do fim de semana.

A corrida que ninguém tinha dúvida de quem venceria

O ponto alto do domingo foi a Lenovo Race of Champions, disputa de dez voltas que reuniu pilotos Ducati vindos de diferentes campeonatos mundiais e nacionais, todos montados em Panigale V4 Tricolore de rua pintadas para lembrar suas respectivas motos de corrida. O resultado, para quem acompanha a temporada, dificilmente surpreendeu: Nicolò Bulega, que não perde uma prova sequer em 2026 — seja classificação, seja corrida do Mundial de Superbike —, também levou a melhor em Misano, mantendo perfeita a sua campanha do ano.

O fecho: drones, fogos e um recado para o futuro

A festa se encerrou como manda o figurino de um centenário: com um espetáculo de drones formando o logotipo da Ducati no céu noturno, seguido de fogos de artifício sobre as arquibancadas lotadas. Mais do que um simples encontro anual de proprietários, a edição de 2026 da World Ducati Week deixou claro o tamanho do que a marca de Bolonha construiu em um século: uma legião de fãs espalhada por quase cem países, uma história de racing capaz de emocionar através de gerações, e um presente que segue tão vitorioso quanto o passado. Cem anos, e a festa segue longe de acabar.

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