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Inaugurada às margens da BR-116, no bairro Tarumã, um dos corredores de maior circulação de Curitiba, a CCV Motos nasce com estrutura completa de showroom, oficina, peças e pós-venda. A novidade marca o retorno do Grupo CCV ao segmento de duas rodas depois de 12 anos de ausência, e a loja promete inaugurar uma pista exclusiva para test rides, permitindo que o cliente experimente os modelos em ambiente controlado antes de comprar. Até aí, a notícia que circulou. Mas ela conta só um pedaço da história.
O que poucos perceberam é que Curitiba não veio sozinha. Na mesma leva, o Grupo J.Toledo inaugurou uma concessionária em Marabá, no Pará, ao lado do Grupo Zucatelli — que, assim como a CCV, também retornou ao mercado de motos. Sul e Norte no mesmo movimento, no mesmo intervalo de dias. Não é coincidência: é método.
Os números revelam o tamanho da ambição. Em 2025, o grupo inaugurou dez novas concessionárias pelo país, e para 2026 a previsão é abrir pelo menos 14 lojas, com presença confirmada em capitais estratégicas como Recife e João Pessoa. Por trás disso há uma fórmula que se repete: em vez de abrir tudo sozinho, a J.Toledo se associa a grupos tradicionais do varejo automotivo que estão entrando — ou voltando — ao universo das motos. Foi assim com o Grupo Breitkopf, em Santa Catarina, que abriu quatro lojas em Blumenau, Joinville, Tijucas e Brusque, e com o centenário Grupo Vigorito, que estreou nas duas rodas com três unidades em São Paulo.
O Paraná, aliás, virou uma vitrine dessa estratégia. Antes de Curitiba, o grupo já havia inaugurado uma loja em Maringá com o Grupo Moto Marques, que também atua em Campo Mourão, e agora a capital fecha um eixo forte no estado. À frente do projeto estão a diretora executiva Fernanda Toledo e o diretor comercial Ricardo Kato, que costumam reforçar a aposta em parceiros sólidos para aproximar as marcas do consumidor. A leitura é simples: rede capilarizada não se improvisa, e é justamente ela que decide a vida de uma marca no longo prazo.
Vale entender o que essa rede coloca na vitrine, porque as cinco marcas cobrem perfis bem distintos. A Suzuki é a âncora japonesa, com seu histórico esportivo e premium. A Suzuki Haojue nasceu de uma joint venture com a Suzuki para produzir as motos de baixa cilindrada da marca, tornou-se uma das maiores fabricantes da China e chegou ao Brasil em 2017 com foco em custo-benefício. A Kymco, maior fabricante de scooters de Taiwan, entrou no grupo no mesmo ano para surfar o crescimento do segmento de scooters no país. A Zontes adiciona a pegada de tecnologia em média cilindrada — a mesma marca que acaba de abrir a pré-venda da inédita 368G —, e a Hisun completa o portfólio na frente dos quadriciclos e veículos off-road.
No fim, o que esse avanço representa é mais estrutura para o motociclista. Num mercado aquecido, em que a facilidade de manutenção, a disponibilidade de peças e a solidez do pós-venda pesam tanto quanto o produto em si, ampliar a rede é fortalecer exatamente o que o consumidor brasileiro mais valoriza na hora de confiar numa marca. A loja de Curitiba, vista de perto, é uma inauguração. Vista de longe, é uma peça num tabuleiro nacional que o Grupo J.Toledo vem montando com método — e que promete render muitas outras manchetes ao longo de 2026.













