KTM 690 Rally 2027: a monocilíndrica de expedição que promete o melhor dos dois mundos

A KTM revelou a 690 Rally 2027, uma trail de rali derivada da 690 Enduro R, com torre de navegação, 20 litros de autonomia e o motor LC4 de 77 cv em um conjunto de apenas 162 kg. Inspirada nos protótipos do Dakar, ela mira quem quer encarar longas travessias sem o peso das big trails bicilíndricas. Chega às concessionárias internacionais em outubro; o preço para o Brasil ainda não foi definido.

Internacional | Lançamentos

Todo aventureiro de longa distância já viveu esse dilema. De um lado, as big trails de dois cilindros, confortáveis e com boa autonomia, mas pesadas demais quando o caminho vira trilha técnica. De outro, as enduros monocilíndricas, leves e ágeis na terra, mas com autonomia curta e pouca proteção para engolir quilômetros de asfalto. A KTM decidiu atacar exatamente esse ponto cego do mercado com a nova 690 Rally 2027 — e o fez da forma mais autêntica possível, trazendo para a rua o DNA das suas máquinas de Dakar. É a monocilíndrica que quer viajar longe sem deixar de ser leve.

Uma expedição saída direto do rali

A 690 Rally parte da consagrada 690 Enduro R, mas nasce com outra missão: travessias continentais e ralis de navegação. A dianteira foi completamente redesenhada, ganhando uma torre rally dedicada — a estrutura pensada para acomodar GPS, roadbook e o painel — coroada por uma bolha aerodinâmica transparente inspirada diretamente nas motos de competição. Não é um enfeite: essa cúpula reduz de forma concreta a fadiga causada pelo vento nos longos trechos rodoviários, um detalhe que só quem já viajou horas a fio numa moto sem proteção sabe valorizar. Completam o conjunto o farol duplo em LED, o banco azul com espuma de maior densidade e pedaleiras mais largas, pensadas para o conforto tanto sentado quanto de pé.

A solução para a autonomia: três tanques

Aqui está o que talvez seja o maior trunfo do projeto. A queixa histórica dos donos da 690 Enduro R em viagens longas sempre foi o reservatório original de 13,3 litros, insuficiente para regiões remotas. A KTM resolveu isso de forma engenhosa: manteve o tanque traseiro de 13,3 litros — que, aliás, cumpre também função estrutural, atuando como subchassi — e adicionou dois tanques plásticos dianteiros e independentes, com bocais próprios, posicionados nas laterais do motor. Somados, eles elevam a capacidade total para 20 litros. São centenas de quilômetros extras de alcance justamente onde não há posto por perto — o tipo de tranquilidade que define uma verdadeira moto de expedição.

Motor LC4: força e leveza na medida certa

O coração é o consagrado monocilíndrico LC4 de 692,7 cm³, refrigerado a líquido, que entrega 77 cv de potência e 7,44 kgf.m de torque. É força de sobra para uma máquina que pesa apenas 162 kg a seco — a relação peso-potência que nenhuma big trail bicilíndrica consegue igualar no off-road técnico. O gerenciamento eletrônico inclui um modo de pilotagem Rally específico, e o câmbio de seis marchas vem com quickshifter bidirecional e embreagem deslizante, agilizando as trocas na competição e no dia a dia.

Ciclística de rali de verdade

A base ciclística está à altura da proposta. A suspensão é assinada pela WP, com garfo invertido de 48 mm e generosos 265 mm de curso na dianteira, e monoamortecedor com 250 mm atrás — números de moto de rali. A frenagem fica a cargo da Brembo, com disco de 300 mm na frente e 240 mm atrás, e as rodas raiadas de 21 polegadas na dianteira e 18 na traseira vêm calçadas com pneus Mitas E-07, de perfil aventureiro. Com 265 mm de vão livre do solo e assento a 935 mm, é uma máquina alta e séria, feita para quem realmente encara terreno difícil.

Ficha técnica — KTM 690 Rally 2027

ItemEspecificação
MotorMonocilíndrico LC4, 4T, 692,7 cm³, arrefecido a líquido
Potência77 cv
Torque7,44 kgf.m
Câmbio6 marchas, quickshifter bidirecional, embreagem deslizante
Modo de pilotagemRally
Combustível20 litros (traseiro 13,3 l + dianteiros 6,7 l)
Suspensão dianteiraGarfo invertido WP 48 mm, 265 mm de curso
Suspensão traseiraMonoamortecida WP, 250 mm de curso
FreiosBrembo — disco 300 mm / 240 mm
Rodas/pneus21″ / 18″ com Mitas E-07
Altura do assento935 mm
Vão livre do solo265 mm
Peso a seco162 kg
CockpitTorre rally, TFT de 4,3″, farol duplo LED

Ficha de compra — o veredito

Pontos fortes

  • Autonomia de expedição com o sistema de três tanques (20 litros no total)
  • Relação peso-potência excepcional: 77 cv para apenas 162 kg a seco
  • Cockpit de navegação com torre rally, pronto para GPS e roadbook
  • Suspensão WP de longo curso e freios Brembo, de linhagem de competição
  • Proteção aerodinâmica que reduz a fadiga em longas jornadas

Pontos de atenção

  • Altura do assento de 935 mm é proibitiva para pilotos de menor estatura
  • É uma moto de nicho, focada em uso off-road sério e expedição
  • Preço e disponibilidade para o Brasil ainda não foram confirmados

Para quem é: o aventureiro experiente e o piloto de rali de navegação que buscam autonomia e capacidade off-road de verdade em um conjunto leve, e que fazem questão do comportamento ágil de uma monocilíndrica em vez do peso das big trails.

Para quem talvez não seja: o piloto de menor estatura ou o iniciante, para quem a altura e a proposta radical seriam desproporcionais, e quem prioriza conforto rodoviário e uso urbano.

Nota de segurança M.O.T.O.: uma moto de expedição como a 690 Rally exige preparo físico, técnica sólida de pilotagem off-road e maturidade — a altura elevada e o uso em terrenos remotos impõem uma curva de aprendizado que deve ser respeitada. O EPI completo voltado ao off-road é indispensável: capacete com viseira ou óculos, jaqueta e calça com proteções (idealmente com airbag em travessias longas), luvas e botas de cano alto próprias para trilha. E, em expedições isoladas, planejamento, comunicação e pilotagem dentro dos próprios limites são tão importantes quanto qualquer item da ficha técnica.

Veja também

REVIEW: Rodei 135 km com a nova CB300F Twister 2027 em Vitória — e a naked de entrada cresceu de verdade.

A convite da Honda, fui até Vitória (ES) para testar a nova CB300F Twister 2027 em um trajeto de 135 km que misturou cidade, rodovia e estradinhas vicinais até um dos cenários mais bonitos do Espírito Santo, a região do Morro do Moreno. Voltei com a certeza de que a suspensão invertida e o pacote eletrônico transformaram a experiência da naked mais desejada do país. Contei tudo — inclusive o caminho.

Especial CB300F Twister 2027: tudo sobre a nova naked da Honda — e vamos a Vitória testá-la a convite da marca.

A Honda reformulou a CB300F Twister para 2027, trazendo suspensão dianteira invertida, controle de tração, ABS de série e a inédita versão esportiva S — tecnologia de moto grande na naked de entrada mais desejada do país. Entre os dias 23 e 25 de setembro, a equipe do Tô de M.O.T.O. TV estará em Vitória (ES), a convite da Honda, para colocar a nova Twister à prova. Em breve, traremos o review completo aqui.

A engrenagem em ritmo máximo: produção de motos tem o melhor resultado desde 2008 e o Brasil ruma para 2 milhões de unidades.

De janeiro a agosto de 2026, as fábricas de Manaus produziram mais de 1,45 milhão de motocicletas — o melhor desempenho para o período em 18 anos. Com vendas subindo 12,1% e exportações disparando mais de 30%, a indústria brasileira de duas rodas caminha para superar a marca de 2 milhões de unidades produzidas, patamar não alcançado desde 2011. Mergulhamos nos números.

O cliente recomenda: Suzuki conquista selo inédito de satisfação e reforça o novo valor da experiência.

A Suzuki Motos do Brasil, representada pela J.Toledo, foi certificada com o selo “O Cliente Recomenda 2026”, concedido a marcas que superam a média de recomendação de seu segmento em uma avaliação independente. É a primeira vez que a fabricante ultrapassa a média de NPS da categoria de motocicletas — um sinal de como a experiência do cliente virou fator decisivo no mercado.

REVIEW: Rodei 135 km com a nova CB300F Twister 2027 em Vitória — e a naked de entrada cresceu de verdade.

A convite da Honda, fui até Vitória (ES) para testar a nova CB300F Twister 2027 em um trajeto de 135 km que misturou cidade, rodovia e estradinhas vicinais até um dos cenários mais bonitos do Espírito Santo, a região do Morro do Moreno. Voltei com a certeza de que a suspensão invertida e o pacote eletrônico transformaram a experiência da naked mais desejada do país. Contei tudo — inclusive o caminho.

Especial CB300F Twister 2027: tudo sobre a nova naked da Honda — e vamos a Vitória testá-la a convite da marca.

A Honda reformulou a CB300F Twister para 2027, trazendo suspensão dianteira invertida, controle de tração, ABS de série e a inédita versão esportiva S — tecnologia de moto grande na naked de entrada mais desejada do país. Entre os dias 23 e 25 de setembro, a equipe do Tô de M.O.T.O. TV estará em Vitória (ES), a convite da Honda, para colocar a nova Twister à prova. Em breve, traremos o review completo aqui.

A engrenagem em ritmo máximo: produção de motos tem o melhor resultado desde 2008 e o Brasil ruma para 2 milhões de unidades.

De janeiro a agosto de 2026, as fábricas de Manaus produziram mais de 1,45 milhão de motocicletas — o melhor desempenho para o período em 18 anos. Com vendas subindo 12,1% e exportações disparando mais de 30%, a indústria brasileira de duas rodas caminha para superar a marca de 2 milhões de unidades produzidas, patamar não alcançado desde 2011. Mergulhamos nos números.

O cliente recomenda: Suzuki conquista selo inédito de satisfação e reforça o novo valor da experiência.

A Suzuki Motos do Brasil, representada pela J.Toledo, foi certificada com o selo “O Cliente Recomenda 2026”, concedido a marcas que superam a média de recomendação de seu segmento em uma avaliação independente. É a primeira vez que a fabricante ultrapassa a média de NPS da categoria de motocicletas — um sinal de como a experiência do cliente virou fator decisivo no mercado.