Brasil | Lançamento Especial
Poucas motos carregam tanto simbolismo no mercado brasileiro quanto a CB300F Twister. Ela é a porta de entrada de milhares de motociclistas no universo das nakeds, a primeira “moto de verdade” de quem sobe de cilindrada, e uma das mais desejadas do país — sétima colocada geral entre as mais vendidas em 2025, feito notável para um modelo que não é utilitário. Por isso, quando a Honda decide renová-la, o mercado inteiro presta atenção. E a linha 2027, apresentada no Festival Interlagos, não veio para pequenos retoques: ela representa a chegada de tecnologia antes restrita a motos maiores ao segmento de acesso. Preparamos esta especial para detalhar tudo o que muda — e temos uma novidade que nos deixa particularmente empolgados.

Rumo a Vitória: vamos sentir a nova Twister na pele
Antes de entrar nos detalhes técnicos, o aviso que promete render bom conteúdo: entre os dias 23 e 25 de setembro, a equipe do Tô de M.O.T.O. TV estará em Vitória, no Espírito Santo, a convite da Honda, para conhecer e testar a fundo a nova CB300F Twister 2027. Vamos avaliar na prática exatamente aquilo que a ficha técnica promete — o comportamento da nova suspensão invertida, a atuação do controle de tração, o refinamento da ciclística e o dia a dia com a moto. Ou seja, esta especial é o aperitivo. Em breve, traremos aqui, no portal e nos nossos canais, o review completo, com as impressões de quem colocou a mão (e o corpo) na máquina. Fique de olho.

O que muda no visual
A Twister 2027 recebeu um desenho mais afiado. As linhas ficaram mais angulosas, com aletas mais ressaltadas nas laterais do tanque, conferindo à naked um ar mais agressivo e moderno. Os piscas dianteiros, agora em LED, passam a funcionar também como luz de posição, e o guidão adota um novo formato cônico. A grande estrela visual, porém, é a nova versão de topo, a Twister S: ela chega com carenagem traseira de estilo monoposto, faixas decorativas nas rodas, mola do amortecedor traseiro na cor vermelha e a predominância do azul fosco. A capa de banco monoposto já vem instalada de fábrica — mas, num detalhe inteligente, o banco do garupa acompanha a moto, permitindo voltar a levar passageiro quando quiser.

A ciclística: o pedido antigo foi atendido
Aqui está a mudança mais celebrada. Após anos de pedidos dos consumidores, a Twister finalmente ganhou suspensão dianteira invertida — uma Showa SFF-BP de função separada, com tubos de 38 mm e 130 mm de curso. Mais do que estética (embora os tubos dourados transformem a presença da moto), a mudança promete mais rigidez estrutural e precisão. As mesas de fixação do garfo agora são feitas em alumínio forjado, o que reduz peso e melhora a manobrabilidade. O chassi Diamond tubular foi mantido, assim como a suspensão traseira monoamortecida de 120 mm com ajuste de pré-carga. As rodas de liga-leve calçam pneus Pirelli Diablo Rosso III, radiais e sem câmara, e a frenagem combina disco de 276 mm na frente e 220 mm atrás — agora com ABS de série nas duas versões, já que a antiga configuração CBS saiu de linha.

Tecnologia e segurança de moto grande
O pacote eletrônico deu um salto notável para a categoria. A principal novidade é o HSTC, o controle de tração da Honda, que evita a derrapagem da roda traseira ao acelerar em piso escorregadio. Somam-se a ele o ESS, sinalização de frenagem de emergência que aciona o pisca-alerta em freadas bruscas, e o sistema antifurto HISS, com chave codificada eletronicamente. O painel evoluiu para um LCD blackout com tecnologia Optical Bonding, que reduz reflexos e melhora a leitura sob sol forte, e a moto conta com iluminação full-LED e entrada USB-C. Há ainda uma novidade discreta ligada à legislação: para atender à segunda fase do Promot 5, o programa de controle de emissões, a Twister ganhou um novo sensor e um sistema de diagnóstico a bordo que acende uma luz de advertência no painel caso a moto passe a emitir poluentes acima do permitido.
A mecânica: eficiência consagrada
Sob o tanque, a fórmula que funciona foi preservada. O motor segue sendo o monocilíndrico OHC de 293,5 cm³, quatro válvulas, arrefecido a ar e flex, que entrega 24,7 cv com etanol (24,5 cv na gasolina) a 7.500 rpm e 2,67 kgf.m de torque a 5.500 rpm. O câmbio é de seis marchas, com embreagem assistida e deslizante. É uma entrega madura e confiável, coerente com a vocação urbana e de estrada leve da moto. Um bônus que agrada ao bolso: a Honda oferece óleo gratuito nas sete revisões previstas, e a garantia é de três anos.
Ficha técnica — Honda CB300F Twister 2027
| Item | Especificação |
|---|---|
| Motor | Monocilíndrico OHC, 4 tempos, 293,5 cm³, arrefecido a ar, flex |
| Diâmetro x curso | 77,0 x 63,0 mm |
| Potência | 24,7 cv (etanol) / 24,5 cv (gasolina) a 7.500 rpm |
| Torque | 2,67 kgf.m (etanol) / 2,61 kgf.m (gasolina) a 5.500 rpm |
| Alimentação | Injeção eletrônica PGM-FI |
| Transmissão | 6 marchas, embreagem assistida e deslizante |
| Controle de tração | HSTC |
| Chassi | Diamond tubular |
| Suspensão dianteira | Showa invertida SFF-BP 38 mm, 130 mm de curso (mesas de alumínio forjado) |
| Suspensão traseira | Monoamortecida, 120 mm, com ajuste de pré-carga |
| Freios | Disco 276 mm / 220 mm, ABS de série |
| Pneus | Pirelli Diablo Rosso III — 110/70R17 / 150/60R17 |
| Painel | LCD blackout com Optical Bonding |
| Segurança | HSTC, ESS, HISS |
| Iluminação | Full-LED com luzes de posição |
| Dimensões (C x L x A) | 2.084 x 765 x 1.075 mm |
| Distância entre eixos | 1.390 mm |
| Altura do assento | 789 mm |
| Distância mínima do solo | 177 mm |
| Tanque | 14,1 litros |
| Peso seco | 142 kg (ABS e S) |
| Garantia | 3 anos (óleo grátis nas 7 revisões) |
| Preços | R$ 26.880 (ABS) / R$ 27.680 (S), sem frete |
Versões e preços
A linha 2027 chega em duas configurações. A Twister ABS, disponível nas cores vermelho metálico e preta, é a nova porta de entrada, por R$ 26.880. A Twister S, com o visual monoposto e o azul fosco predominante, ocupa o topo da gama por R$ 27.680 (ambos os preços sem frete). Vale reforçar: mecanicamente, as duas são idênticas — todo o pacote de tecnologia e segurança está presente em ambas. A diferença entre elas é de acabamento e apresentação, uma escolha de estilo, não de conteúdo técnico.
Nota de segurança M.O.T.O.: a chegada do ABS de série nas duas versões e do controle de tração HSTC é um avanço concreto de segurança ativa em uma das motos mais vendidas do país — exatamente o tipo de democratização de tecnologia que preserva vidas no trânsito. É esse olhar, aliás, que levaremos a Vitória: mais do que medir desempenho, vamos avaliar como esses sistemas se comportam na prática e o quanto ajudam o piloto real. E a máxima permanece: nenhuma eletrônica substitui a boa técnica e o EPI completo (capacete de boa procedência afivelado, jaqueta e calça com proteções, luvas e botas), sobretudo para o público iniciante que tanto escolhe a Twister como primeira naked.
Enquanto o nosso review completo de Vitória não chega, quem já se interessou pela nova Twister 2027 pode — e deve — conhecê-la de perto. Vale agendar uma visita à Mila Moto (www.milamoto.com.br), concessionária Honda com unidades em Jundiaí, Itupeva e Itatiba, no interior de São Paulo. Lá é possível ver ao vivo as diferenças entre a ABS e a S, sentir a nova suspensão invertida e a ergonomia do guidão cônico, e contar com uma experiência de test drive diferenciada e um pós-venda impecável — o tipo de atendimento que faz diferença na hora de escolher a sua primeira (ou próxima) naked.













