Brasil | Especial
Tem uma frase que resume bem a virada de chave que a Honda acaba de anunciar: “não é sobre pilotar”. O Red Rider, programa de relacionamento da marca, entra em uma nova fase e assume um propósito muito maior do que reunir proprietários — ele quer transformar a relação com a moto em uma jornada contínua de experiências, descobertas e conexões. Tivemos o privilégio de sentir isso na pele durante o Capital Moto Week, participando do passeio-piloto que servirá de modelo para o programa. E saímos convictos: a Honda entendeu que vender a moto é só o começo da história.

Um lançamento em primeira mão
Vale o registro de como essa novidade chegou ao público. A nova fase do Red Rider foi apresentada oficialmente durante o Capital Moto Week 2026, em um evento conduzido pela própria Honda do Brasil para os jornalistas que cobriam o festival a convite da marca, além de influenciadores do universo do motociclismo. Ou seja, foi ali que o programa ganhou vida diante da imprensa especializada — e a expectativa, agora, é de que a Honda parta para uma divulgação forte e ampla nas próximas semanas. O que você lê aqui é, portanto, um relato de quem esteve na fonte, antes da campanha chegar com força ao grande público.

O que é o novo Red Rider
O conceito da nova fase se apoia em três pilares que a própria marca faz questão de destacar: exclusividade, experiência premium e o ineditismo de entregar algo que poucos programas conseguem oferecer. Criado exclusivamente para clientes Honda, o Red Rider South America nasce para quem busca viver a paixão pelas motos em um nível elevado — não como um benefício pontual, mas como um ecossistema de vivências que acompanha o motociclista ao longo do tempo.
A lógica é bonita e faz sentido. Toda paixão começa com uma primeira experiência, e a Honda estruturou a jornada em etapas que vão do primeiro contato ao pertencimento: conhecer a moto no test ride, experimentá-la a fundo no Dream Test, e finalmente pertencer a uma comunidade que compartilha a mesma forma de ver a estrada. É o reconhecimento de que, quando alguém sobe em uma moto, o que se cria vai muito além de uma relação comercial.
Quatro universos de experiência
O programa se organiza em quatro grandes territórios, cada um pensado para um tipo de vivência. O On Road é para quem entende que pilotar é uma forma de arte, aquelas curvas que parecem desenhadas para você. O Adventure convida a ir além do que o mapa mostra, com a liberdade que só existe quando o asfalto termina e a jornada continua. A CRF Family é talvez a iniciativa mais tocante: um ambiente controlado e exclusivo onde crianças têm seu primeiro contato com uma CRF e famílias constroem memórias que atravessam gerações — a emoção começando cedo. E as Experiências Exclusivas ampliam o horizonte para o mundo, porque algumas jornadas transformam o caminho e outras transformam você.

Nossa experiência: Brasília a Pirenópolis, do jeito certo
E aqui falo com a autoridade de quem viveu. Durante o Capital Moto Week, a Honda nos levou para um passeio no mesmo modelo que será implantado no Red Rider, saindo de Brasília rumo a Pirenópolis e retornando à capital no fim da tarde. Preciso ser honesto: a organização foi impecável do início ao fim. Cada detalhe foi pensado — o cuidado com a segurança do grupo, o suporte durante todo o trajeto, o ritmo bem conduzido, a estrutura de apoio. Não foi um passeio improvisado; foi uma experiência desenhada para que o cliente só se preocupasse em aproveitar. Esse é exatamente o tipo de cuidado que separa um evento comum de uma vivência memorável, e a Honda acertou a mão.
E a melhor notícia para quem está no evento: durante o Capital Moto Week, os clientes Honda poderão realizar esse mesmo roteiro, com guia acompanhando o grupo, almoço incluso e outros brindes, por apenas R$ 189 por pessoa. É a chance de experimentar, na prática, o que o Red Rider pretende oferecer daqui para frente — um convite para viver intensamente.
Experiências que ultrapassam fronteiras: o calendário oficial
O programa não para no Brasil. A proposta do Red Rider South America é justamente essa: experiências que cruzam países e conectam a comunidade Honda por todo o continente. E a marca já divulgou um calendário oficial de passeios que dá água na boca de qualquer apaixonado por estrada:
| Experiência | Local | Data |
|---|---|---|
| Rastro da Serpente | Paraná (PR) | 22 e 23 de agosto de 2026 |
| Santo Antônio do Pinhal | São Paulo (SP) | 17 e 18 de outubro de 2026 |
| Deserto do Atacama | Chile | 06 a 20 de fevereiro de 2027 |
| MotoGP 2027 | Goiás (GO) | Março de 2027 |
| Chapada Diamantina | Bahia (BA) | 10 a 16 de maio de 2027 |
| Estrada Real | Rio de Janeiro (RJ) | 17 a 22 de agosto de 2027 |
| Japan Trip | Japão | Outubro de 2027 |
Repare na amplitude: de um fim de semana no Paraná a uma travessia pelo Deserto do Atacama, passando por um grande prêmio de MotoGP e culminando em uma viagem ao Japão, o berço da marca. É a materialização da ideia de que a melhor parte da jornada é poder compartilhá-la.

Como participar durante o Capital Moto Week
Para quem está no evento e quer entrar nessa, o caminho é simples: basta ir até o stand da Honda no Capital Moto Week para obter todas as informações e garantir sua vaga no passeio Red Rider a Pirenópolis. Lá, a equipe da marca explica os detalhes do roteiro, do programa e de como fazer parte dessa nova comunidade. É a oportunidade de transformar uma ida ao evento em uma história para contar — daquelas que, como diz o próprio programa, merecem ser contadas.
Uma jogada inteligente e sensível
No fim, é impossível não elogiar a visão por trás desse movimento. Num mercado cada vez mais competitivo, a Honda entendeu algo que vai além da ficha técnica e da tabela de preços: o cliente não quer apenas comprar uma moto, ele quer pertencer a algo maior. Ao criar um programa de experiências e comunidade tão bem estruturado, a marca faz duas coisas ao mesmo tempo, e faz bem. Primeiro, fideliza quem já é da casa, transformando proprietários em embaixadores apaixonados que vivem a marca nos fins de semana, nas viagens e nas memórias em família. Segundo, atrai novos clientes, porque não há propaganda mais poderosa do que ver gente comum vivendo experiências extraordinárias sobre uma moto.
É a velha lição, que já defendemos por aqui, de que a relação com o cliente se constrói muito depois da venda — na convivência, no cuidado, no senso de comunidade. A Honda, com o novo Red Rider, mostra que aprendeu essa lição e decidiu investir pesado nela. E quando uma montadora do porte da Honda resolve colocar energia em transformar a paixão dos seus clientes em pertencimento, quem ganha é o motociclismo como um todo. Fica o registro, em primeira mão, de um programa que promete dar o que falar assim que a Honda abrir os holofotes sobre ele. Parabéns à marca por entender que, no fundo, nunca foi só sobre pilotar. Sempre foi sobre as histórias que vivemos no caminho.













